Resultado Mensal - Jan/2026: R$ 566.675,79 ou + R$ 26.511,09
Oi, turma!
Tudo bem com vocês?
Meu blog está de visual novo! Aproveitei um tempinho livre para fazer algumas mudanças, principalmente com o objetivo de melhorar a navegação no celular. Espero que o resultado tenha ficado bacana.
Como não estou mais recebendo proventos mensais, pela primeira vez passei o mês inteiro sem acessar minha conta na corretora. Apenas no fim do mês entrei na Área do Investidor (B3), coletei os números e atualizei minha planilha para apurar o resultado mensal.
E o que tenho a dizer sobre a minha carteira? Nada muito relevante, com exceção da alocação.
Hoje, minha carteira está distribuída da seguinte forma: 37,88% em títulos pós-fixados (Tesouro Selic 2031), 60,61% em títulos IPCA+ (Tesouro Renda+) e apenas 1,51% em renda variável, representada pelo ETF SPXB11.
Manter cerca de 37% da carteira em títulos pós-fixados envolve alguns riscos, como:
- O rendimento acompanha a flutuação da taxa Selic, que possui expectativa de queda até 2028;
- Apesar de improvável, existe o risco de juros reais negativos em determinados períodos. No Brasil, após o Plano Real, isso ocorreu em 2020 (-1,69%) e 2021 (-5,16%).
Pensando nisso, pretendo migrar o valor atualmente alocado no Tesouro Selic para CDBs indexados ao IPCA, que são marcados na curva e vão sendo atualizados pela taxa de juros contratada. No entanto, todo o cenário recente de fraudes envolvendo o Banco Master e outras instituições tem me levado a adiar esse ajuste.
Também estou considerando manter os investimentos em renda fixa apenas no Tesouro Direto e substituir os CDBs indexados ao IPCA pelo Tesouro IPCA+. Porém, a combinação dos meus títulos Renda+ com o Tesouro IPCA+ deixaria minha carteira muito mais sensível à marcação a mercado, ou seja, uma verdadeira montanha-russa.
Tenho uma planilha que calcula o rendimento do Renda+ pela curva de juros, mas confesso que ver valores diferentes entre meus controles e o que aparece na corretora me causa certo desconforto (deve ser TOC, risos!).
Falando agora sobre a renda variável: atualmente ela é composta por apenas um ativo, o ETF SPXB11, que representa 1,57% da carteira. Meu objetivo é chegar a uma exposição de até 25% nessa classe de ativos.
Apesar disso, não tenho pressa. No momento, estou direcionando cerca de 40% do meu aporte mensal para a compra de cotas do SPXB11 e, conforme as condições de mercado forem mudando, posso chegar a utilizar 100% do aporte.
Ainda sobre o ETF SPXB11, quando o escolhi para compor minha carteira, ele contava com cerca de 12,5 mil cotistas. No momento em que escrevo, esse número já subiu para 15,2 mil. Mesmo representando apenas 6,7% do total de cotistas do IVVB11, é bom observar esse crescimento gradual ao longo dos meses.
👉 Agora, vamos ao resultado mensal
💵 Aportes: R$ 8.811,24
Além do salário, esse valor inclui um saldo remanescente da conta corrente referente ao mês de dezembro de 2025. Como acabei gastando menos do que havia planejado no final do ano, esse recurso acabou sendo direcionado para os investimentos.
🟢 Rendimentos: R$ 17.699,85 ou +3,22%
Os rendimentos do mês foram compostos principalmente pela forte marcação a mercado positiva do Tesouro Renda+ (R$ 15.499.22), somada aos juros recebidos do Tesouro Selic (R$ 2.505,79). Por outro lado, a variação da cota do ETF SPXB11 teve impacto negativo de R$ 305,16 no período.
🟢 Crescimento da carteira: R$ 26.511,09 ou +4,91%
O crescimento total da carteira considera tanto os aportes realizados quanto os rendimentos obtidos no mês. Apesar de mais da metade desse valor ter sido influenciada pela marcação a mercado do Tesouro Renda+, é sempre positivo observar a evolução do patrimônio financeiro.
💰 Renda do Tesouro Renda+: R$ 9.187,87 ou +0,46%
Mesmo sem a realização de novos aportes, a renda projetada do Tesouro Renda+ apresentou um aumento de R$ 42,11, reflexo da atualização do VNA.
➡️ Relação Renda Variável vs. Renda Fixa: 1,51%
Atualmente, a renda variável ainda representa uma parcela pequena da carteira. Sem pressa para aumentar essa exposição, sigo direcionando cerca de 40% do meu aporte mensal para o ETF SPXB11.
🎯 Como estou em relação à minha meta de 2026: R$ 660.000
O primeiro mês de 2026 foi positivo em relação ao cumprimento da meta estabelecida para o ano. No momento, estou a R$ 93,3 mil de alcançá-la, com 11 meses pela frente. Mantendo a disciplina nos aportes e a consistência da estratégia, sigo avançando passo a passo em direção a esse objetivo.




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Parabéns pelo resultado, SP.
ResponderExcluirImpressionante essa rentabilidade de 3,2%, puxada pela MaM do Renda+.
Esses títulos de longo prazo do Tesouro Direto se comportam como renda variável na carteira.
Forte abraço
O Renda 2065 apresenta volatilidade comparável à do BTC
ExcluirOlá, anônimos.
ExcluirOs títulos do Tesouro IPCA+ atuam como híbrido. Eles são renda fixa no vencimento, mas se comportam como "renda variável" na marcação a mercado.
Abraço
Simplificar os investimentos é bom demais.
ResponderExcluirAbraços.
Espero não estar simplificando excessivamente. Rs...
ExcluirAbraço
Ao invés de colocar em TD IPCA, pode colocar num ETF de IPCA curto como o NTNS11 ou B5p211, a marcação vai ser constante, mas não tão tímida, q não vai mexer muito
ResponderExcluirDeixaria uns 20% no selic mesmo e os outros 17% moveria pra um desses ETFs,
Seria uma boa proteção contra a flutuação do Renda+ e do SPX11 e a carteira continua simples
TD Selic, NTNS11, SPXB11 e Renda+
Isso te dá Pós fixado, Inflação longa, Inflação curta e RV + dólar
Bem diversificado
Olá, Anon. Obrigada pela sugestão!
ExcluirTinha conhecimento do LFTB11 (Selic e IPCA+), mas não havia considerado os ETFs de títulos atrelados à inflação (NTN-B). Acredito que uma das vantagens desses fundos seja a ausência de vencimento, permitindo a postergação do pagamento do I.R apenas em caso de venda. Vou dar uma pesquisada nos ETFs que você mencionou.
Abraço
Nunca pisei na renda variável. Quando a selic estava em 2% eu estava lá vendo tesouro selic negativo, fato que me gerou trauma e hoje só aplico em cdb ou lci/lca. Renda fixa é paz mesmo.
ResponderExcluirOlá, Anon.
ExcluirManter uma carteira de renda variável por anos no Brasil exige grande disciplina. Contudo, a renda fixa, pelo menos no Brasil, continua a oferecer retornos satisfatórios e proporciona tranquilidade.
Abraço
Cheguei em 100k em 2023, 200k em 2025 e vou terminar 2026 passando dos 300k. Temos que acordar todo dia agradecendo pela renda fixa brasileira. E apoiar quem deseja manter a taxa de juros alta com inflação baixa.
ExcluirQual sua idade poupadora?
Excluir40 primaveras!
ExcluirParabens pela constancia Poupadora e com relação ao visual, acho que seu layout de post eh um dos melhores aqui da finansfera.
ResponderExcluirAgora uma curiosidade minha, o que te levou a ir par ao SPXB11 ao invés do IVVB11 ? A taxa de adm ? Ou algo a mais ?
Muito obrigada!
ExcluirA taxa de administração foi um fator considerado, mas não o principal motivo para escolher o SPXB11. O fator decisivo foi o valor nominal da cota menor.
No Brasil, não é possível comprar frações de ETFs, o que significa que, se você tem um valor pequeno disponível na conta da corretora (por exemplo, menos de R$ 380,00), não consegue investir em ETFs com valor nominal alto.
Para ilustrar, hoje, uma cota do IVVB11 custa cerca de R$ 401,00 (26.02.2026), enquanto o SPXB11 está por R$ 15,71. Com R$ 380,00, não consigo comprar sequer uma cota do IVVB11, mas posso adquirir pelo menos 24 cotas do SPXB11.
Prefiro investir todo o valor disponível na conta do que deixá-lo parado. Apesar de parecer um raciocínio simples, essa flexibilidade de aporte me proporciona mais tranquilidade.
Um abraço