Juro real no Brasil: Selic e inflação (1995–2025)
Olá, turma!
Tudo bem com vocês?
Estudando mais a fundo renda fixa e Tesouro Direto, acabei me deparando com o histórico da taxa de juros real no Brasil. Sei que muitos leitores aqui dominam o tema melhor do que eu, mas ainda assim resolvi organizar os dados em forma de gráficos e trazer esse recorte histórico para o blog.
O objetivo deste post é apenas apresentar a trajetória do juro real no Brasil, de 1995 a 2025, de forma visual e direta. Os gráficos abaixo mostram como Selic, inflação e juro real se comportaram ao longo do tempo, evidenciando períodos de forte aperto monetário, fases de acomodação e algumas exceções importantes à regra brasileira.
Definição dos indicadores
🔵 Linha azul — Taxa Selic (acumulada no ano)
Refere-se à taxa básica de juros da economia brasileira, principal instrumento de política monetária utilizado no controle da inflação.
🔴 Linha vermelha — IPCA
Índice oficial de inflação, calculado pelo IBGE, que mede a variação de preços no varejo e a perda do poder de compra da moeda.
🟢 Linha verde — Juro real
Representa o ganho (ou perda) acima da inflação, calculado pela relação entre Selic e IPCA. É o indicador que reflete a rentabilidade real das aplicações financeiras.
Os dados apresentados foram extraídos de fontes oficiais, utilizando as séries históricas do Banco Central do Brasil (BCB) para a taxa Selic e do IBGE para o IPCA.
O que os gráficos mostram
O primeiro gráfico, de linhas, permite comparar simultaneamente Selic, inflação e juro real ao longo do tempo. Já o segundo gráfico, em colunas, isola o juro real anual, facilitando a visualização da sua magnitude e volatilidade.
Chama atenção o fato de que, apesar da fama de “juros sempre altos”, o Brasil registrou juros reais negativos em apenas dois anos da série histórica:
- –1,69% em 2020
- –5,16% em 2021
Esse comportamento atípico ocorreu em meio à pandemia, quando o Banco Central promoveu cortes agressivos na taxa básica de juros para estimular a economia, enquanto a inflação avançava de forma significativa.
Quando observada em perspectiva, a trajetória do juro real no Brasil ajuda a explicar muito do comportamento do investidor brasileiro: a preferência por renda fixa e a aversão ao risco.
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