Resultado Mensal - Jun/2026: R$ 449.897,72 ou -R$ -157.126,27
Olá, turma! Tudo bem?
Se você olhou o resultado mensal da minha carteira antes de começar a ler este texto, provavelmente levou um susto. O patrimônio despencou de um mês para o outro. Felizmente, não foi uma crise no mercado nem um investimento que deu errado. A explicação é bem mais simples: eu troquei de carro.
Inicialmente, pensei em direcionar meus aportes mensais para juntar dinheiro e comprar, à vista, um carro com características semelhantes às do meu antigo. O problema é que esse plano levaria bastante tempo. Depois de analisar a situação com calma, decidi resgatar parte da minha reserva no Tesouro Selic para realizar a compra.
O impacto na carteira foi significativo. Pelos meus "cálculos de padeiro", serão necessários cerca de 12 meses de aportes consistentes para que o patrimônio volte ao patamar em que estava antes do resgate. Isso sem considerar o custo de oportunidade, que preferi nem colocar na ponta do lápis.
Eu sei que muitos investidores talvez não concordem com essa decisão, principalmente pelo impacto que ela terá nos juros compostos ao longo dos próximos anos. Mas, como já comentei algumas vezes aqui no blog, meu principal objetivo nunca foi me aposentar o mais cedo possível. O que eu busco é construir um patrimônio financeiro robusto, capaz de sustentar meu padrão de vida quando eu completar 60 anos.
Meu carro antigo
Comprei meu antigo carro zero-quilômetro em 2016. Na época, ele era considerado um veículo premium, tanto pelo acabamento interno quanto pela tecnologia embarcada. E, sinceramente, eu adorava aquele carro.
Ao longo desses anos, rodamos juntos cerca de 231,3 mil quilômetros entre trabalho, deslocamentos do dia a dia e muitas viagens pelo Sul e Nordeste do país.
Foi justamente essa alta quilometragem que me levou a considerar a troca.
Sempre realizei a troca do fluido do câmbio automático conforme a recomendação do fabricante. Mesmo assim, comecei a perceber alguns sintomas preocupantes: trancos nas trocas de marcha, engates mais secos e uma sensação de patinação, quando a rotação do motor subia, mas o carro demorava para ganhar velocidade.
Levei o veículo tanto à concessionária quanto a uma oficina especializada. Curiosamente, ambas chegaram ao mesmo diagnóstico: problemas nas válvulas solenoides do câmbio automático.
Os orçamentos também assustaram:
Concessionária: R$ 15,5 mil (troca do corpo de válvulas completo e do óleo do câmbio genuíno, filtro de óleo e junta do cárter);
Oficina especializada: R$ 8,3 mil (troca do corpo de válvulas completo e do óleo do câmbio e filtro do óleo).
É claro que gastar R$ 8 mil ou até R$ 15 mil ainda seria mais barato do que comprar um carro novo. Porém, havia outras manutenções previstas que poderiam elevar essas despesas para algo próximo de R$ 21 mil.
Foi nesse momento que percebi que havia chegado a hora de me despedir do meu velho companheiro de estrada.
Escolhendo o carro novo
Depois de conversar com alguns colegas de trabalho, fui conhecer pessoalmente alguns modelos híbridos chineses. Um carro 100% elétrico nunca esteve nos meus planos, já que gosto de fazer viagens longas pelo Sul e Nordeste do país.
No entanto, ao pesquisar melhor, descobri que até mesmo os híbridos plug-in ainda apresentam algumas limitações para viagens muito longas, superiores a 1.500 quilômetros. Isso acabou me fazendo desistir dessa ideia.
Como meu antigo carro já era turbo, comecei a procurar modelos turbo a combustão. Foi assim que encontrei dois carros que realmente chamaram minha atenção: o Tiggo 7 Pro Max Drive e o Changan UNI-T.
Confesso que fiquei apaixonada pelos dois, especialmente pelo Changan UNI-T. Que carro incrível!
Mas, como tudo na vida, havia alguns pontos negativos.
No caso do Tiggo, encontrei inúmeros relatos de clientes insatisfeitos com o pós-venda da CAOA Chery. Como pretendo permanecer pelo menos dez anos com o próximo carro, não quis correr esse risco.
Já o Changan UNI-T havia acabado de chegar ao mercado brasileiro. Justamente por isso, ainda existiam poucas informações sobre confiabilidade, manutenção e qualidade do pós-venda. A falta de histórico acabou pesando na decisão, e resolvi não arriscar.
O carro escolhido
Depois de deixar os modelos chineses de lado, visitei duas concessionárias japonesas, fiz alguns test drives e acabei escolhendo um SUV topo de linha, ano/modelo 2026/2027, equipado com motor turbo.
Que delícia de carro!
Apesar de ser um SUV compacto, ele oferece espaço interno comparável ao de muitos SUVs médios. O motor turbo de 177 cv entrega um desempenho excelente, o acabamento interno claro deixou a cabine muito agradável e ainda conta com diversos equipamentos que eu fazia questão, como porta-malas com abertura elétrica.
No dia do test drive, já fui preparada para negociar meu carro antigo como parte do pagamento. Meu maior receio era que a concessionária desvalorizasse muito o veículo por causa da quilometragem elevada e dos problemas no câmbio.
Para minha surpresa, ofereceram aproximadamente 85% da tabela FIPE e sequer fizeram uma avaliação mecânica.
Antes de fechar a compra, precisei agendar uma vistoria cautelar na própria concessionária. Como esse tipo de inspeção avalia apenas estrutura, identificação, documentação e histórico do veículo, meu carro foi aprovado sem dificuldades.
Nem tudo, porém, foram flores.
Embora tenham pago um valor bastante justo pelo usado, não concederam absolutamente nenhum desconto no carro novo. Paguei exatamente o preço anunciado no site oficial da marca.
Como o preço seria o mesmo, independentemente da disponibilidade em estoque, resolvi encomendar exatamente a configuração, a cor e o acabamento interno que mais me agradavam.
Onze dias depois, recebi a ligação informando que o carro havia chegado.
Não vou negar: retirar um carro zero-quilômetro da concessionária é uma sensação difícil de descrever.
O susto com o seguro
Foi aqui que veio outra surpresa.
O seguro do meu carro antigo custava cerca de R$ 2.729 por ano, algo em torno de 3,2% do valor da tabela FIPE.
Naturalmente, imaginei que, mantendo essa mesma proporção, o seguro do carro novo ficaria próximo de R$ 6.848.
Com o número do chassi em mãos, pedi uma cotação ao meu corretor.
Quando recebi a proposta, precisei olhar duas vezes.
O valor era de apenas R$ 2.858,18.
Como assim?
Achei que havia alguma pegadinha.
Removi meus dados pessoais da proposta e pedi ao ChatGPT que analisasse todas as coberturas em busca de alguma condição desfavorável. Não encontrou nada.
Depois fiz exatamente o mesmo com o Gemini, que chegou praticamente à mesma conclusão.
Ainda desconfiada, peguei minha antiga apólice e comparei item por item.
Foi aí que veio a maior surpresa.
Na verdade, minha antiga apólice oferecia uma cobertura inferior.
Liguei para o corretor para entender o motivo dessa diferença.
Segundo ele, o problema nunca foi o preço da nova apólice. Na verdade, era a antiga que era cara.
Meu carro anterior era considerado esportivo, categoria que costuma apresentar seguros mais elevados por causa do perfil dos condutores, do maior índice de roubos, do custo das peças e da frequência de acidentes.
Já o novo veículo, apesar de também ser turbo, pertence ao segmento dos SUVs compactos, que normalmente apresentam menor índice de roubo, manutenção mais simples e custo de reparo inferior.
Outro fator que ajudou bastante foi o módulo de conectividade instalado de fábrica, que fornece informações de localização do veículo e funciona como um sistema adicional de rastreamento, além da minha classe de bônus 10.
A combinação desses fatores reduziu significativamente o valor do seguro.
A franquia para indenização parcial ficou em R$ 5.854.
Sobre o fechamento mensal
Por fim, um aviso sobre os números deste fechamento.
Percebi que a planilha do ADP acabou distorcendo os cálculos de rentabilidade depois que registrei o resgate dos investimentos. Como não tive tempo de investigar o motivo, alguns indicadores ficaram inconsistentes.
Os meus gráficos pessoais também apresentaram pequenas distorções.
Mesmo assim, resolvi publicar o fechamento normalmente. Nos próximos dias, vou revisar a planilha com calma, identificar a causa do problema e, se necessário, corrigir os dados.
Afinal, agora vocês já sabem por que a carteira levou aquele tombo. 😄




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