Olá, pessoal.
Novembro foi um mês positivo por aqui. A carteira fechou com rentabilidade de 3,08% e acumula 11,59% no ano. Os proventos recebidos somaram R$ 3.857,38 e, para dezembro, ainda tenho R$ 1.165,75 a receber. A renda do Tesouro Renda+ também avançou bem, chegou a R$ 2.673,24, um salto enorme comparado aos R$ 706,75 do mesmo período de 2024, muito por conta dos aportes consistentes.
No último post, comentei a grande mudança que fiz na minha estratégia.
Como foi um movimento bem radical, achei mais seguro direcionar todo o valor da venda para o Tesouro Selic. Assim, consigo reorganizar minha carteira com calma. Eu até poderia ter feito essa transição aos poucos, mas já vi minha carteira cair mais de 10% em um único mês e não queria correr o risco de acabar vendendo no fundo.
Hoje, meus investimentos estão concentrados apenas no Tesouro Direto. Para voltar a ter exposição em renda variável, vou usar ETFs. Estou avaliando três caminhos:
- IVVB11/SPXB11, negociado na B3, que combina desempenho do S&P 500 com a variação do dólar;
- IVV (ou outro ETF similar) diretamente nos EUA;
- ETF UCITS domiciliado na Irlanda, por eficiência tributária. Aqui no Brasil, a Investo oferece o GPUS11, que replica o S&P 500 nesse formato.
No cenário atual, fala-se muito sobre uma possível bolha de IA. Caso isso de fato estoure, ETFs ligados ao S&P 500 podem sentir o impacto, já que as “Sete Magníficas” têm um peso enorme no índice.
Esse universo de ETFs ainda é novo para mim, então estou estudando. No livro O Investidor de Bom Senso (John Bogle), uma coisa que realmente me marcou foi o impacto dos “custos capitalizados” no retorno acumulado do investidor. Algo fácil de ignorar, mas essencial.
Também encontrei o canal do Geraldo Búrigo (CNPI), focado exclusivamente em ETFs. Ele publicou recentemente um vídeo comparando GPUS11, IVVB11, SPXB11 e SPXI11. Deixo aqui o vídeo para quem quiser ver:
Apesar das mudanças, sigo firme com os aportes mensais. A estratégia mudou, mas a disciplina permanece a mesma.

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Gostaria de compreender melhor o motivo da sua mudança de estratégia. Sua carteira era anteriormente focada em renda com dividendos e, apesar das oscilações no patrimônio, o gráfico de dividendos indicava uma evolução positiva.
ResponderExcluirNos últimos 12 meses, seus dividendos alcançaram 40 mil.
De qualquer forma, tenho interesse em acompanhar o desenvolvimento da sua nova estratégia.
Anon, a gestão da minha carteira de ações tornou-se exaustiva e, embora meus proventos apresentassem crescimento anual consistente, optei por reavaliar e modificar minha estratégia de investimento.
ExcluirAbraço
Na dúvida talvez faça sentido pegar um ETF global, com menos exposição nas 7 magníficas.
ResponderExcluirÉ uma boa opção, Bilionário. Estou aprendendo e analisando algumas possibilidades.
ExcluirAbraço
Boa tarde SP! Eu invisto fora via ETFs neutros na Irlanda, mas isso é reflexo de uma época que havia vantagem tributária relevante em fazer isso...Com a última reforma tributária a vantagem de isenção de venda dos R$35k/mês caiu e acabou que a vantagem dos ETFs irlandeses foi junto...agora na prática não faz tanta diferença tributária em investir nos EUA ou Irlanda...pagamos 30% nos rendimentos do mesmo jeito (um de uma vez e outro em duas partes). A única vantagem dos Irlandeses que resta é a isenção de imposto sobre herança na Irlanda em comparação com os EUA (isento até usd60k). Eu se fosse começar agora uma carteira internacional confesso que ia olhar com bons olhos comprar ativos internacionais via B3 mesmo e desburocratizar meu IRPF. Investir fora não é nada de super complexo, mas é um pouco chato ficar tendo que registrar PTAX e focar em mudanças de legislação dentro e fora do Brasil...não acho que valha mais a pena (bom..tudo depende da diferença de taxas dos ativos na B3 e lá fora). Enfim...estude bem e faça uma escolha consciente. Grande abraço!
ResponderExcluirInformação valiosa, VVI. Muita gente nem toca no assunto do fim da isenção na venda desses ETFs, então vale demais esse alerta.
ExcluirEu, sinceramente, gosto de simplificar as coisas, talvez até mais do que deveria, por isso estou cada vez mais inclinada a ficar nos ETFs com exposição cambial negociados aqui mesmo na B3, como você comentou.
Abraço
Olá Sra. Poupadora, sou novo nos blogs!!
ResponderExcluirSe puder, venha conhecer meu cofre, está aberto para visitação!!
https://gringotebr.blogspot.com
Olá, Gringote!
ExcluirSeja muito bem-vindo. Vou inserir seu blog na minha lista.
Abraço
Olá,
ResponderExcluirEu recomendo que olhe o WRLD11 e VWRA11 para compor a parte de RV com exposição global, assim não fica concentrada em EUA
Se quiser simplificar ao máximo, apenas TD + WRLD11 ou VWRA11 resolvem sua vida.
São ótimas opções, Anon!
ExcluirEu já dei uma olhadinha no WRLD11, mas ainda não tomei uma decisão.
Como eu gosto de simplificar as coisas, talvez até mais do que deveria, estou bem inclinada a investir somente nessas classes de ativos que você comentou (TD e algum ETF com exposição cambial negociado na B3).
Abraço